Trocando figurinhas

Diagnóstico Médico x Instinto Materno

12:01

Dizem que toda mãe tem um pouco de médico. Seria a interferência do tal "instinto materno"? Sim! Ele existe mesmo! Além disso, cada mãe conhece o seu filho, fato que, obviamente, ajuda a descartar um monte de hipóteses médicas. Aonde quero chegar? Não é para causar polêmica ou questionar a importância dos profissionais de saúde, a intenção é alertar, com base em duas experiências que tive.  

A primeira foi quando minha bebê tinha cerca de dois meses. Um pediatra disse que ela tinha refluxo, por conta da grande quantidade de leite que vinha regurgitando e, para tratá-la, receitou Label e Motilium. Toda vez que eu medicava a minha filha sentia como se estivesse fazendo algo errado. Logo fui a outro pediatra. Ele recomendou a suspensão do tratamento. E o que ficou dessa história?

Fotos: Daniel Queiroz (o papai)
1.Teoricamente todo bebê tem refluxo, porque a válvula (esfíncter) entre o esôfago e o estômago ainda não funciona perfeitamente, permitindo a volta do alimento e do suco gástrico. Além disso, o bebê ainda não tem o controle de o quanto aguenta comer, podendo ingerir uma quantidade maior de alimento do que o seu organismo suporta, o que também causa a golfada ou regurgitação.

2.Antes de partir para os remédios, a mãe pode experimentar, por exemplo, a inclinação do berço, almofadas antirefluxo, e até deixar o bebê mais tempo no colo, aproximadamente 20 minutos, na hora de arrotar. 

3.O médico que deu o diagnóstico errado não perguntou se minha filha estava ganhando peso normalmente e se dormia bem, dois indícios de que o bebê não tem um refluxo importante. 

4.O único problema com a minha filha era o leite artificial que eu dava como complemento à amamentação. Ela não se adaptou bem, golfava muito e chegou a vomitar. Com orientação médica, troquei por um leite hidrolisado e logo o incômodo passou. Agora ela já toma a fórmula tradicional.

Muitas crianças precisam realmente do tratamento medicamentoso. É fundamental observar o comportamento do bebê e fazer uma investigação criteriosa (há, inclusive, a ultrassonografia para detectar o problema), pensando em evitar o uso desnecessário de remédios. 

A minha segunda experiência ocorreu recentemente. A pele da minha filha apresentou umas manchinhas vermelhas, com textura “raspinhenta”, em algumas regiões do corpo. O pediatra disse que ela podia ser alérgica à proteína do leite e indicou exame de sangue.Tudo bem que ele quisesse descartar a possibilidade, mas soube que esse tipo de alergia costuma apresentar sintomas como vômito e diarréia.

O instinto materno novamente falou mais alto e fui a minha dermatologista. O caso era apenas de uma dermatite atópica leve. A médica disse que tem ocorrido com frequência em crianças dessa idade. O tratamento foi uma pomada dermatológica para as áreas afetadas e uma solução muito simples: o hidratante Fisiogel sempre após os banhos. Hã? É! A pele do bebê perde facilmente a proteção natural e o produto previne o ressecamento e, consequentemente, as irritações cutâneas.

Hidratação, uma solução simples!
Claro que cada caso é um caso. A dermatite pode ser engatilhada por poeira, reação aos produtos usados na lavagem das roupinhas, tecidos sintéticos, ambientes secos, calor, entre outros. Por eliminação e com uso contínuo do hidratante, ficou claro que o problema na pele da minha filha era mesmo o ressecamento. 

Vamos ficar atentas, mamães! Antes de adotar tratamentos mais drásticos ou procedimentos mais “invasivos”, é preciso ter calma e buscar informação técnica e orientação de outros especialistas. 
 


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