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Dez motivos para não oferecer papinha industrializada ao bebê

A qualidade da comidinha dos pequenos costuma ser uma das principais preocupações das mamães, especialmente quando a criança está experimentando a alimentação complementar ao leite. Nesse período, por causa da correria do dia a dia, muitas mães acabam lançando mão das papinhas industrializadas. Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de alimento dispensa o uso de conservantes, por causa da embalagem à vácuo, mas não dá pra comemorar tamanha praticidade! Os "potinhos" apresentam diversas desvantagens. 

Para falar sobre o assunto, esclareci dúvidas com a mamãe Mi Moraes, nutricionista em formação. Ela me encontrou através da minha coluna de maternidade no iBahia e foi uma grata surpresa! Bem-humorada e parceira, Mi, a blogueira do Comidinhas de Bebê (@comidinhasdebebe), vai passar por aqui vez ou outra para dar um help às mamães de plantão! Com a orientação dela, o Blog Essa Mãe traz uma lista de dez motivos para a gente não oferecer papinhas industrializadas aos nossos filhotes. 


Foto: Ingrid Dragone

Textura - Todas as papinhas industrializadas deveriam ter uma textura menos pastosa, para contribuir com o desenvolvimento neuromotor da mastigação e com o exercício da fala. Mesmo um bebê sem dentes come papinhas com pedaços - ele consegue mastigar com a gengiva. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta a oferta do alimento preparado em casa.

Cor e sabor - O pratinho da criança deve ser colorido. Feitas de alimentos misturados, as papinhas industrializadas têm a mesma cor e sabor, o que não estimula a criança a conhecer o que come e ainda pode provocar a neofobia alimentar. Se a cenoura, por exemplo, vem sempre batida com outros alimentos, no dia em que a mãe quiser oferecer a cenoura separadamente, a criança poderá rejeitar esse alimento. 

Sódio - As papinhas industrializadas contém sódio. A Sociedade Brasileira de Pediatra não orienta a sua adição em papinhas.

AcidulanteComo o processo de fabricação das papinhas é por meio de máquinas, o sabor do alimento se perde. Para recuperar a "magia” do sabor, o acidulante é acrescentado ao produto. A Sociedade Brasileira de Pediatra não orienta a adição de acidulante em papinhas. 

Fibras - Uma maçã in natura tem, em média, 3 gramas de fibras. No processo de industrialização, parte das fibras é perdida por causa da trituração mecanizada. O rótulo das papinhas apresenta a quantia de 0,8 gramas de fibras. 

Água - O primeiro ingrediente das papinhas doces é água. Uma papinha de frutas deveria ter somente frutas.

Preço - Uma maçã custa 0,80 centavos, aproximadamente, a depender do tamanho e região. O valor da papinha de frutas está longe disso.  

Alimento escondido - Algumas papinhas doces vêm em sachê, totalmente encobertas. A criança precisa saber o que come.

Variedade - A natureza tem um universo de opções, enquanto as papinhas são limitadas. A criança precisa de variedade. 

Sustentabilidade - Uma fruta é facilmente absorvida pela natureza, inclusive sua casca. Os potinhos das papinhas serão reciclados se alguém levá-los aos postos de coleta. O que se vê nas residências, geralmente, é o descarte em lixo comum. 


SOLUÇÃO: Caso a mamãe queira alimentar o baby fora de casa com praticidade, a recomendação é fazer papinhas com antecedência, guardar porções e congelar. Assim é possível tirar uma folga da cozinha por uma semana e ainda garantir um alimentação saudável e caseira. Para viajar, a dica é usar sacola térmica, com gelo ou blocos de gelo de plástico ou gel, e a comidinha estará refrigerada até o destino. Quando a mamãe chegar ao hotel ou restaurante, é só solicitar o aquecimento. No micro-ondas, basta retirar a tampa do frasquinho de vidro. No fogão, o aquecimento pode ser feito em banho-maria, também sem a tampa do frasco, e em movimentos circulares.


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