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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Como ensinar o consumo consciente de moda aos filhos adolescentes

Todo final de ano é a mesma coisa. O incentivo para as compras chega a ser constrangedor e ter looks completos e novos para as festas é quase uma "obrigação". Embora os brasileiros estejam comprando consideravelmente menos por causa da crise econômica que se instalou, muita mamãe ainda se vê meio perdida na hora de orientar as compras dos filhos adolescentes, público facilmente atingido pelo mercado fashion.  
Na contramão do exagero consumista, Letícia Santana, 14 anos, criou há três anos o blog Borboleta Vintage para falar de moda e tudo que ela abrange, como cultura, arte e história e, sem pretensão, virou referência para outras meninas em Salvador. Ela conta que, como toda mulher, gosta de consumir moda, mas que desde pequena aprendeu com a mãe a ter limites. "Diversas vezes, quando íamos ao shopping, minha mãe dizia para mim e minha irmã que não compraríamos nada. Acho essencial ensinar isso à criança desde cedo. Não adianta querer mostrar os limites do consumo já n…

Sobre Natal e (re) nascimento

Para mim, Natal não é uma festa melancólica, como muita gente acha. Sempre gostei dessa época do ano. Na infância, Natal era sinônimo de casa de Tia Lua, com mesa farta, cheiro de panetone e boneca nova, família reunida, e palavras do meu tio, o anfitrião, sobre o nascimento de Jesus, antes da troca de presentes (claro!). Era mágico e hoje esse período foi ressignificado em meu coração, porque em 25 de dezembro, há oito anos, conheci o meu marido e também neste mês Deus nos presenteou com a nossa filha. 



Este ano não fui ao shopping fazer compras e vou vestir uma roupa que já tenho - e não digo, com isso, que sou contra presentes ou andar "arrumada". E ainda estou pensando se irei à casa de minha avó para encontrar tios e primos ou se ficarei em meu apartamento mesmo. Isso é tranquilidade, não é falta de entusiasmo nem comodismo, sabe? Desde o início de novembro, inclusive, tá tudo decoradinho aqui, com árvore, renas, boneco de neve, canecas temáticas, guirlanda na porta, e p…

Diário do Bebê - Eu danço muito!

Tenho 11 meses e mamãe comenta com a vovó e o papai que mudei bastante. Cada vez demonstro mais os meus interesses e preferências e, por conta disso, tenho feito mais malcriações - nada que a mamãe não repreenda com um não bem dito e a cara fechada. Por outro lado, provoco mais risos, porque danço como nunca dancei, estou mais esperta, e todos os dias faço sons diferentes com a boca e apareço com novas expressões.

Muitas vezes ao dia (muitas mesmo) bato palminhas, em pé, sem segurar em nada, balançando a cabeça para lá e para cá. Mamãe acha graça, diz que é no ritmo da música. Ela também não aguenta quando olho para as outras pessoas ou para as coisas e imediatamente olho para ela sorrindo, como se eu estivesse perguntando "do que se trata, mamãe?" ou como se estivesse dizendo "eu, hein?". 
Apesar da pouca idade, sou sensível demais. Em casa, um dia desses, a mamãe se machucou e chorou. Eu estava brincando um pouco distante, mas quando ouvi a tristeza dela fui até el…

A primeira praia do bebê

É verão, oficialmente, no Brasil! Com tanto calor e dias bonitos, deve ter muita mamãe por aí pensando no primeiro passeio do bebê à praia, né? Para esclarecer dúvidas sobre o que levar para tonar esse momento agradável e proteger o bebê do sol, o Blog Essa Mãe traz hoje a entrevista que eu fiz com o pediatra Ricardo Freitas Fonseca. Vamos às orientações?

Blog Essa Mãe - A partir de quantos meses o bebê já pode ir à praia? Dr. Ricardo - O bebê está apto a ir à praia, seguramente, após o quarto mês de vida, idade em que já foram aplicadas vacinas e reforços das principais patologias com alta taxa de mortalidade em nosso país. É bom evitar locais com muita aglomeração.
Blog Essa Mãe - É melhor que esse passeio seja no verão? Dr. Ricardo - A estação do ano pouco importa, a decisão de quando levar o bebê à praia depende mais de fatores relacionados à imunidade dele. 
Blog Essa Mãe - Praias frequentadas por cães devem ser evitadas? Dr. Ricardo - Praias frequentadas por muitos animais domésticos,…

Mãe de cesárea é mãe!

Vivemos em uma sociedade que fala tanto sobre o respeito às diferenças, mas a mulher continua sendo criticada e discriminada pelo tipo de parto que escolhe ou pela maneira através da qual se tornou mãe. Criar um filho é uma missão nobre e isso é o que importa.

Que façam campanhas pelo parto humanizado, pelo parto normal, pelo parto com parteira. Argumentem, apresentem as vantagens, mas não levantem armas contra quem tem uma opinião diferente. Parem de julgar as mães que decidiram, por exemplo, por uma cesárea. Isso seria a humanização de que tanto falam?  
Veja a minha história. Eu senti contrações, que começaram às 22h e foram até perto da hora de a minha filha nascer (ela veio ao mundo às 4h40). Quando cheguei ao hospital, meu colo uterino apresentava 4 cm de dilatação e, mesmo assim, quis fazer o parto cesariano. Decisão correta, porque a posição da minha bebê dificultaria um pouco o parto normal. E, independente disso, direito meu! Quem de fora cuidaria da minha cicatriz ou teria pr…

Coisas que talvez nunca tenham te falado sobre ser mãe

A maternidade não é cor-de-rosa. Quando o bebê finalmente chega aos seus braços, não acontece uma mágica que transforma o seu mundo em um conto de fadas. Quando a gente se torna mãe, um turbilhão de sentimentos surge dentro de nós, e não é só amor que a gente passa a viver. O medo, a tristeza, a insegurança, tudo isso nos confunde, especialmente por causa da grande renúncia que a missão materna exige. Ter um filho é maravilhoso, transformador, mas não é como nas propagandas de fraldas descartáveis e de shampoo infantil, em que uma atmosfera angelical se forma, trazendo felicidade extrema. Há os dias cinzentos e é preciso falar dessa realidade. 

Os cuidados com o bebê são intensos e muitas vezes as angústias da mãe não são consideradas, a complicada adaptação à nova condição é esquecida. Ela pode estar sentindo depressão, uma vontade imensa de desaparecer, de voltar a ter a rotina de antes. Ela pode estar se perguntando o que fez da sua vida e se sentir culpada por pensar assim, e guard…

Você conhece a linguagem do amor do seu filho?

Você já parou pra pensar que a gente se prepara a vida toda para as provas relativas ao lado profissional e raramente se prepara para as provas dos relacionamentos pessoais? Posso me considerar um privilegiada nesse sentido, porque antes de casar fiz um curso intensivo para noivos, ouvindo falar de diversos assuntos, como comunicação no casamento e criação de filhos. Naquela fase dos preparativos, recomendaram para nós dois a leitura do livro “As Cinco Linguagens do Amor” e digo que valeu a pena.

O título registra a experiência do autor, Gary Chapman, após anos de aconselhamentos a casais. Com a leitura, você descobre a linguagem do amor de quem você ama e identifica a sua também. O livro mostra que muitas pessoas se amam, mas acabam passando por crises por não conhecerem a linguagem do amor umas das outras. Sabe o que isso quer dizer? Que cada pessoa se sente amada de uma maneira específica e que cabe o esforço do outro para corresponder a essa linguagem do amor, que pode ser: Qualida…

Não existe mentirinha

Certo dia, após procedimento para exames de rotina, sentada à mesa do laboratório para o desjejum, acabei acompanhando uma cena que me deixou incomodada. Chegou ao local onde eu estava um garotinho prestes a fazer coleta de sangue. Ele tinha lá seus três anos de idade e ouvia da mãe: "não dói, você vai ver que não dói". Eu sei que a intenção dela era encorajar o filho, mas ele contra-argumentava diante da insistência da mãe com aquela "pequena" mentira, porque ele sabia que doía mesmo. 
Ela não precisava mentir. Ela precisava dizer que doía um pouco, mas que logo ia passar e que era para o bem dele. Mentira é mentira. Não existe mentirinha e mentirão. Mentira para o bem e mentira para o mal. Não existe "mentirinha saudável". Mentira é sempre ruim. Isso é lição de vida, desde a primeira infância. Falar a verdade muitas vezes é difícil, porque significa a exposição de sentimentos, fragilidades e condutas, mas é fundamental para a formação de um caráter ínteg…

Há um ano nasceu um amor e uma mãe

Hoje, dois de dezembro de 2015, faz um ano que senti dores diferentes de todas as que já havia sentido. Meu corpo sinalizava, às 35 semanas de gestação, que estava muito perto de eu ter minha filha nos braços. As lágrimas vinham, pelo medo da prematuridade dela, mesmo que tardia, e se foram, pela certeza de que Deus havia escolhido aquele dia e aquela hora para que, finalmente, eu pudesse ver o rostinho dela. Hoje faz um ano que toquei na pele delicada dela, que olhei para ela e a reconheci, tão minha, mesmo sem nunca tê-la visto. Faz um ano que ela preencheu um espaço no meu coração que era só dela (e eu não sabia), faz um ano que sou mãe. Sim! Hoje é também meu aniversário de maternidade.  
Indefesa, frágil, dependente; foi assim que ela veio para encher minha vida com novas preocupações e tarefas, para me dar mais despesas, para me fazer abrir mão de prioridades pessoais, de uma rotina com mais independência, e para bagunçar a minha casa. Isso tudo parece ruim? Linda, bochechuda, ca…