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A primeira praia do bebê

09:23

É verão, oficialmente, no Brasil! Com tanto calor e dias bonitos, deve ter muita mamãe por aí pensando no primeiro passeio do bebê à praia, né? Para esclarecer dúvidas sobre o que levar para tonar esse momento agradável e proteger o bebê do sol, o Blog Essa Mãe traz hoje a entrevista que eu fiz com o pediatra Ricardo Freitas Fonseca. Vamos às orientações?

Essa Mãe e família em Barra do Gil. Foto: Renê Sampaio

Blog Essa Mãe - A partir de quantos meses o bebê já pode ir à praia?
Dr. Ricardo - O bebê está apto a ir à praia, seguramente, após o quarto mês de vida, idade em que já foram aplicadas vacinas e reforços das principais patologias com alta taxa de mortalidade em nosso país. É bom evitar locais com muita aglomeração.

Blog Essa Mãe - É melhor que esse passeio seja no verão?
Dr. Ricardo - A estação do ano pouco importa, a decisão de quando levar o bebê à praia depende mais de fatores relacionados à imunidade dele. 

Blog Essa Mãe - Praias frequentadas por cães devem ser evitadas?
Dr. Ricardo - Praias frequentadas por muitos animais domésticos, como cães e gatos, oferecem maior risco de a criança contrair doenças, principalmente micoses e parasitoses. É bom evitar também praias onde o esgoto é jogado muito próximo, o que pode contaminar a areia, principalmente quando ocorrem as ressacas.

Blog Essa Mãe - Qual o horário ideal para levar o bebê à praia?
Dr. Ricardo - O horário que deve ser evitado no verão para a exposição solar direta é o período entre 10h e 16 h (11 h e 17 h, durante o horário de verão), devido à ação nociva à pele dos raios UV. O ideal é optar pelo comecinho da manhã ou final da tarde. O cuidado deve ser redobrado com bebês menores de 1 ano. A recomendação é que não fiquem mais de meia hora expostos diretamente ao sol.

Blog Essa Mãe - Qual o filtro solar indicado para cada fase do bebê?
Dr. Ricardo - Sabemos que o sol em excesso pode trazer muitos danos à pele, principalmente dos pequenos, como insolação, queimaduras e até câncer de pele. O uso do protetor solar não é recomendado para menores de 6 meses, porque nessa idade a pele ainda é bem fina e sensível, mais suscetível a quadros alérgicos. A partir dessa idade os protetores já são indicados, de preferência com fatores de proteção superiores a 30 FPS. O produto deve ser aplicado em casa, 30 minutos antes da exposição solar, e reaplicado a cada 2 horas durante a exposição. Aqui vão duas indicações: Episol Infantil FPS 50 e Sundow Kids FPS 30.

Blog Essa Mãe - Pode passar filtro solar no rostinho?
Dr. Ricardo - O filtro solar pode e deve ser passado em todo corpo, inclusive no rostinho e no couro cabeludo, já que o cabelo é fininho e não evita queimaduras. O ideal é usar um tipo de filtro solar que não saia na água.

Blog Essa Mãe - Hoje muitos pais compram para os bebês blusas e chapéus com filtro de proteção UV. O que mais é possível fazer para proteger a criança?
Dr. Ricardo - Acessórios como blusas de cores claras e chapéus com filtro de proteção UV são de grande importância e ajudam a amenizar os danos causados pela exposição ao sol, mesmo que a criança esteja debaixo do guarda-sol, recurso de extrema importância, e com protetor solar. 

Blog Essa Mãe - Quais roupinhas usar? E a fraldinha? Usar ou não? 
Dr. Ricardo - É bom deixar o bebê com uma camiseta de algodão bem fina. Se a criança tiver a pele muito clara, não é aconselhável que fique peladinha na areia, ela ainda é pequenininha e mais suscetível a micoses e infecções por microrganismos. Se o bebê for entrar na água, as fraldas impermeáveis são uma boa opção, porque oferecem mais comodidade e evitam irritações na pele.

Blog Essa Mãe - Com que frequência o bebê deve beber água? 
Dr. Ricardo - Os líquidos devem ser ofertados a cada meia hora, principalmente água. No verão, as crianças gastam mais energia e eliminam muito líquido pelo suor e urina.

Blog Essa Mãe - No caso da piscina, é verdade que a borda é a causadora de doenças de pele e não a água, que geralmente é tratada com cloro? 
Dr. Ricardo - Se for bem tratada, com uso de cloro e outros agentes, a piscina não oferece muitos riscos, pois esses produtos impedem que os microrganismos vivam e se multipliquem na água, porém o cuidado deve ser redobrado com relação às bordas da piscina, local que geralmente fica umedecido e sem nenhum tratamento, sendo mais propício para a transmissão de micoses. É importante sempre fazer o uso de chinelo ao sair da piscina, lavar bem o corpo na ducha, secar com toalha própria e nunca usar objetos pessoais de outras pessoas.


Dr. Ricardo Freitas Fonseca, médico pela Universidade do Planalto Central – DF, especialista em Pediatria pela Fundação Hospitalar de Brasília – HRC, e subespecialista em Gastroenterologia Pediátrica pelo HUB/UNB – CRM-DF  18.274.

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