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Há um ano nasceu um amor e uma mãe

Hoje, dois de dezembro de 2015, faz um ano que senti dores diferentes de todas as que já havia sentido. Meu corpo sinalizava, às 35 semanas de gestação, que estava muito perto de eu ter minha filha nos braços. As lágrimas vinham, pelo medo da prematuridade dela, mesmo que tardia, e se foram, pela certeza de que Deus havia escolhido aquele dia e aquela hora para que, finalmente, eu pudesse ver o rostinho dela. Hoje faz um ano que toquei na pele delicada dela, que olhei para ela e a reconheci, tão minha, mesmo sem nunca tê-la visto. Faz um ano que ela preencheu um espaço no meu coração que era só dela (e eu não sabia), faz um ano que sou mãe. Sim! Hoje é também meu aniversário de maternidade.  

Foto: Daniel Queiroz (o papai)
Indefesa, frágil, dependente; foi assim que ela veio para encher minha vida com novas preocupações e tarefas, para me dar mais despesas, para me fazer abrir mão de prioridades pessoais, de uma rotina com mais independência, e para bagunçar a minha casa. Isso tudo parece ruim? Linda, bochechuda, carinhosa, alegre e esperta; foi assim que ela veio para encher minha vida de graça, para me transformar, como não imaginei que fosse possível, para me fazer mais humana e plena.  

Faz um ano que passei a me surpreender com as emoções envolvidas na missão de criar um filho. Não é fácil, não tem manual de instrução, e não existe um amor igual, que nada pede em troca, mas se satisfaz com um sorriso ingênuo.  

Por mais que eu queria expressar aqui todo o meu sentimento de mãe apaixonada, obviamente, não conseguirei. Não quero ser piegas nem exagerada, não posso me demorar tentando explicar o que não tem explicação... Faz um ano que ela nasceu. Faz um ano que dei início à jornada mais nobre, complexa e fascinante da minha existência. Faz um ano e é amor pra sempre. 


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