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Mãe de cesárea é mãe!

Vivemos em uma sociedade que fala tanto sobre o respeito às diferenças, mas a mulher continua sendo criticada e discriminada pelo tipo de parto que escolhe ou pela maneira através da qual se tornou mãe. Criar um filho é uma missão nobre e isso é o que importa.

Minha filha nasceu em 02 de dezembro de 2014.

Que façam campanhas pelo parto humanizado, pelo parto normal, pelo parto com parteira. Argumentem, apresentem as vantagens, mas não levantem armas contra quem tem uma opinião diferente. Parem de julgar as mães que decidiram, por exemplo, por uma cesárea. Isso seria a humanização de que tanto falam?  

Veja a minha história. Eu senti contrações, que começaram às 22h e foram até perto da hora de a minha filha nascer (ela veio ao mundo às 4h40). Quando cheguei ao hospital, meu colo uterino apresentava 4 cm de dilatação e, mesmo assim, quis fazer o parto cesariano. Decisão correta, porque a posição da minha bebê dificultaria um pouco o parto normal. E, independente disso, direito meu! Quem de fora cuidaria da minha cicatriz ou teria preocupação com as possíveis dores da fase pós-cirúrgica? 

O procedimento foi tranquilo e minha filha é muito saudável, graças a Deus. A frieza do centro obstétrico, a luz artificial do ambiente, a praticidade da cirurgia, nada, nada mesmo, minou a beleza daquele momento. Minhas lágrimas desceram e me enchi de felicidade ao ver o rostinho da minha filha.

Ninguém venha me dizer que sou menos mãe porque optei pelo parto através de cirurgia. Não levo um rótulo na testa que me desqualifique. Me sinto mãe com M maiúsculo e não tenho sentimento de culpa, muito pelo contrário, pedi até demissão para cuidar da minha filha. Em casa, acompanho todas as etapas do desenvolvimento dela e cuido de cada detalhe da sua rotina - e não quero dizer aqui que a mãe que não faz isso também é menos mãe que eu. Decidir ser mãe, independente de que forma seja, é um ato de coragem, o que vai muito além de enfrentar as dores do parto.    

O momento do nascimento de um filho é um sonho. Cada um tem um sonho. É individual, particular, intransferível. 

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