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Sobre Natal e (re) nascimento

Para mim, Natal não é uma festa melancólica, como muita gente acha. Sempre gostei dessa época do ano. Na infância, Natal era sinônimo de casa de Tia Lua, com mesa farta, cheiro de panetone e boneca nova, família reunida, e palavras do meu tio, o anfitrião, sobre o nascimento de Jesus, antes da troca de presentes (claro!). Era mágico e hoje esse período foi ressignificado em meu coração, porque em 25 de dezembro, há oito anos, conheci o meu marido e também neste mês Deus nos presenteou com a nossa filha. 


Foto: Ingrid Dragone

Este ano não fui ao shopping fazer compras e vou vestir uma roupa que já tenho - e não digo, com isso, que sou contra presentes ou andar "arrumada". E ainda estou pensando se irei à casa de minha avó para encontrar tios e primos ou se ficarei em meu apartamento mesmo. Isso é tranquilidade, não é falta de entusiasmo nem comodismo, sabe? Desde o início de novembro, inclusive, tá tudo decoradinho aqui, com árvore, renas, boneco de neve, canecas temáticas, guirlanda na porta, e pisca-pisca na varanda. Infelizmente não encontrei o presépio que eu queria. As lojas costumam não investir muito nisso, são poucas opções... Fico pensando agora, no meu atual estágio de vida, o que realmente importa.

Hoje estava organizando documentos e fiquei por alguns minutos lendo os papéis que trouxe da maternidade em que minha princesa nasceu. O (meu) milagre da vida está registrado, em forma de números e dados, é real. E coloque realidade nisso! O nascimento dela mudou tudo, minha maneira de enxergar os acontecimentos, as minhas prioridades, a leitura que faço das circunstâncias. Sou mais compreensiva e menos egoísta. Penso em coisas maiores, relevantes.  

À noite, quando tenho mais tempo para refletir, costumo olhar o jardim do meu condomínio, que em dezembro ganha mais luzes. A varanda emoldura o conjunto de prédios mais próximos e um céu de estrelas espaçadas, e vejo beleza nessa calma, como se a cidade estivesse em oração. Num apartamento do entorno, vejo sempre um rapaz embalando um bebê, enquanto a lua derrama um tom azul sobre os edifícios. E quando meu marido chega, conversamos sobre amenidades. Nossa filha dorme, a brisa do mar nos agrada, não temos controle sobre nada, estamos gratos e em paz. Nisso renascemos todos os dias. É o nosso Natal cotidiano. 

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Desejo a todas as famílias um Natal cheio de amor! Que em seus corações renasça a paz! Que todos nós sejamos luz!


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