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Não deixe que os outros falem sobre sexo com seu filho

O Carnaval está se aproximando e eu começo a sentir arrepios. Opiniões à parte, fujo da festa mesmo, mas o que mais me incomoda nisso tudo é o incentivo dos adultos para que as crianças aprendam as coreografias sensuais das músicas do momento, como se fosse algo muito engraçado de se ver. Não, definitivamente não é engraçado um menino de quatro anos mexer os quadris, com roupas coladas no corpo, fazendo cara de "safadinho". É lamentável... E os pedófilos? Ah! Eles adoram, né?

Também não é engraçado uma pré-adolescente postar fotos nas redes sociais com poses insinuantes e vestindo biquini. Assim como não tem graça permitir que ela assista programas de televisão ditos "próprios" para a sua idade e que a empurrem claramente para o sexo. 

Ainda bem que existe muita gente com a capacidade de se chocar com essas coisas. Recentemente, por exemplo, a divulgação de um livro supostamente indicado pelo MEC como material escolar paradidático causou polêmica entre pais e educadores. Lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras, o livro com o sugestivo título "Aparelho Sexual e Cia - um guia inusitado para crianças descoladas" já me assusta de cara. Afinal, o que é uma "criança descolada"? Esperta? Popular? Atualizada? Moderna? Uma criança precisa ser "descolada" quando a assunto é sexo?


O livro seria indicado para crianças de 9 a 14 anos.

Falar a respeito de sexo com os filhos realmente é difícil. Estou longe de chegar nessa etapa, mas lembro de quando comecei a fazer perguntas para minha mãe. A questão é saber qual o limite entre instruir e incentivar. A infância é a menor fase da vida de uma pessoa, por que não preservar esse tempo de brincar, esse tempo da ingenuidade? 


Páginas do livro.  

As imagens foram encontradas na Internet. 

Para mim, quando uma criança tem acesso a uma leitura desse tipo, ela está sendo estimulada a experimentar sexo. As ilustrações são curiosas, explícitas e bem-humoradas, ou seja, o seu caráter ultrapassa os limites da mera informação. E se crianças se interessam por sexo, adultos que se interessam por sexo com crianças encontrarão nessa "nova ordem" um espaço perfeito. 

Há quem argumente que as crianças de hoje precocemente sabem bastante sobre sexo e que um livro como esse, ou quaisquer outros canais de informação "extra-família", não fazem diferença. E como foi mesmo que se chegou a esse ponto? A partir do momento em que a sociedade passou a achar tudo normal! 

Devemos ficar atentos ao mundo que se abre para nossos filhos. É importante saber o que eles escutam, assistem e leem. O diálogo é muito importante e os recursos utilizados para fazer explicações sobre um assunto tão delicado devem ser criteriosamente escolhidos pelos pais e adequados ao desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Não teremos, obviamente, o poder de vetar todas as coisas ao nosso redor e com as quais não concordamos, mas acredito que uma relação forte de confiança e amizade entre pais e filhos é o caminho para a formação de pessoas centradas e com bom discernimento. 

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