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Cinco motivos para deixar o trabalho convencional e cuidar dos filhos

Como toda mulher moderna da minha geração, fui criada para ser independente e construir uma sólida carreia profissional. Tive a oportunidade, graças a Deus e aos meus pais, de fazer todos os cursos que tive vontade, incluindo aí, além dos estudos tradicionais, aulas de dança, pintura, inglês e por aí vai... Sou graduada em jornalismo, em letras, e pós-graduada em comunicação mercadológica. Amo estudar e dar aula, amo escrever, e me identifico com as minhas áreas de formação, enfim, amo trabalhar, produzir, inventar, experimentar, amo o trabalho intelectual. 


Foto: Ingrid Dragone 

Trabalho desde a época do estágio em jornalismo, sem intervalo, e tenho uma boa bagagem. Em dez anos de profissão, atuei em revistas locais (fui editora-chefe de uma delas), fui professora de redação, trabalhei em televisão (Tv Record), em jornais institucionais, em assessorias de comunicação, escrevi um relatório anual para uma importante empresa baiana, coordenei pequenos eventos institucionais, trabalhei como revisora... Só parei quando minha filha nasceu, em dezembro de 2014, depois de ter dado bastante gás e rendido esforços até, praticamente, o dia do parto. Por incrível que pareça, não foi doloroso deixar o trabalho convencional para cuidar da minha princesa. Tudo depende de como encaramos as circunstâncias. 

Várias pessoas me disseram que a minha decisão era o sonho de toda mãe e que se tivessem tido essa chance fariam o mesmo. Outras (poucas, inclusive, para o meu espanto) me disseram que eu pensasse bem antes de pedir demissão. Na real, não me importei com as opiniões alheias... E, afinal, em que eu pensei para me decidir?

1. Acho que tudo depende do perfil da família. Eu e meu marido consideramos que o ganho seria bem maior se eu estivesse em casa com a nossa filhotinha. E olha que ele sempre incentivou e teve orgulho dos meus projetos profissionais! Pensamos no que seria melhor para todos. Bem, para nós, nada paga a nossa tranquilidade. Nossa filha está sendo cuidada pela mãe e essa mãe, por outro lado, não está no escritório pensando no que pode estar acontecendo na creche ou acontecendo em casa, caso houvesse babá. E isso vai das condições, rotina e cabeça de cada um, sem julgamentos, sabe? 

2. Não pensei exatamente no que me faria feliz, mas no que precisava ser feito. Você pode ser feliz trabalhando fora de casa ou em casa. A felicidade é uma forma de gratidão a Deus, independente de qualquer coisa. Quero acompanhar o início de vida dos meus filhos de perto, criar um vínculo forte nessa primeira infância, dar limites a eles, porque lá fora a coisa tá feia...

3. As crianças crescem rápido! Minha filha vai fazer um ano e dois meses amanhã, mas a sensação é de que ela nasceu ontem. Além disso, o que me impede de voltar a trabalhar fora quando ela e o irmãozinho (que está na barriga!) forem para a escola? Trabalhava meio turno e posso fazer a mesma coisa novamente. E por isso também a decisão de ter os dois num curto espaço de tempo. Na fase escolar, estarão juntinhos e eu, "liberada" em uma parte do dia.  

4. Muitas famílias não pensam que após a chegada do filho o retorno da mulher ao trabalho, financeiramente falando, pode ser uma troca de seis por meia dúzia. Para trabalhar fora é preciso ter mais roupas, gastar com transporte e alimentação, e no caso das mães, geralmente, é necessário pagar uma babá, creche ou berçário. Será que vale a pena? Será que um lucro de quinhentos reais, por exemplo, compensa a distância dos filhos?

5. Estar em casa também pode ser uma forma de a mulher se tornar autônoma, fazer seu próprio horário para desengavetar projetos, e explorar habilidades e talentos para ter sua própria renda. Conheço mães que passaram a vender roupas, a fazer fotografia, a vender artesanato e guloseimas. E eu? Virei blogueira e amo o que faço! Acabei unindo a minha experiência no universo materno a várias coisas: a paixão pela escrita e o trabalho jornalístico, a necessidade de criar, e o prazer de dar dicas e ajudar outras mamães. Estou vendo os bons resultados da minha dedicação ao Blog Essa Mãe

Resumindo a história, é preciso ter a coragem de deixar o trabalho convencional para cuidar dos filhos, assim como é preciso ter coragem para deixar o filho aos cuidados de outras pessoas e superar o sentimento de culpa que às vezes surge. No fim das contas, em casa ou fora dela, todas nós somos mães e todas nós trabalhamos. E o que é Independência mesmo? Para mim, é estar livre do que a sociedade ou o mundo diz que você deve fazer.



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