Gravidez

Chocolate na gravidez pode?

10:35

*Artigo divulgado na Revista Paralela, da qual sou colunista de maternidade.

Hoje a variedade de marcas e sabores de chocolate no mercado é enorme e capaz de chamar atenção até de quem não é muito chegado à guloseima. E no período da Páscoa? Imagine a tentação para quem gosta muito ou mesmo para aquele “chocólatra” assumido? E se essa paixão por chocolate partir de uma grávida, como eu? Amo chocolate!!! O que você acha? Pode ou não pode consumir chocolate durante a gestação?


Essa Mãe gravidinha e feliz com chocolates!!! Foto: Daniel Vaz

Desde que de forma moderada, o chocolate pode estar no cardápio das gestantes. O produto traz em sua composição antioxidantes, vitaminas e minerais. O ideal é que o consumo seja em torno de 30g por dia (o que equivale a dois quadradinhos das barras de 100g) e, de preferência, o produto deve conter maior teor de cacau, ou seja, 70% ou mais, por concentrar ainda mais as substâncias bioativas.

A depender da predisposição individual, ingredientes como açúcar e gordura podem causar azia e enjoo. Além dos desconfortos gástricos, diabetes gestacional, sobrepeso, obesidade e enxaqueca são fatores de contraindicação. Em excesso, o chocolate pode prejudicar o feto, pois vai afetar diretamente o metabolismo de carboidratos, aumentando a concentração de gordura ou causar diabetes gestacional ou outros comprometimentos.

Outra recomendação é que as grávidas comam o chocolate depois de alguma refeição, como o almoço (caso ela não apresente anemia), ou ainda junto com o lanche da tarde: primeiro uma fruta e chocolate depois ou um punhado de oleaginosas e mais um pedaço do chocolate. A associação do chocolate a alimentos saudáveis evita picos de insulina/glicose.

“A gestante deve ter uma alimentação balanceada, comer a cada três horas, e pode adicionar o chocolate sem exageros. As fibras das saladas e das frutas ajudam na metabolização do chocolate”, pontua a nutricionista funcional Andrea Burgos, integrante do IFM (The Institute for Functional Medicine) e do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional).

Ela também explica que a cafeína do chocolate não aumenta o risco de parto prematuro se a paciente seguir corretamente a orientação da quantidade recomendada. “Um refrigerante à base de cola tem cerca de 35mg de cafeína; uma xícara de café coado pode ter perto de 150mg (vai depender da versão); uma xícara de café descafeinado tem cerca de 3mg; e 100g de chocolate amargo tem cerca de 40 mg. Se a gestante ficar no recomendado (30g), vai ingerir perto de 13g de cafeína, o que é pouco para apresentar malefícios para ela ou o bebê”, pontua.

Vale ressaltar também que não adianta apostar no chocolate diet pensando em benefícios para a saúde ou que assim é possível comer mais um pouco. Esse tipo de chocolate é ainda mais gorduroso do que a versão tradicional. Para compensar a retirada do açúcar do produto e deixá-lo na textura adequada, a indústria adiciona mais gordura, o que faz o produto ser mais calórico e de difícil digestão.

E também não é verdade que o bebê adora quando a mamãe come chocolate. Algumas grávidas percebem o feto mais agitado depois de elas consumirem chocolate justamente por conta da cafeína contida nele.  







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