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Os benefícios da drenagem linfática na gravidez e pós-parto

Muita gente ouve falar em drenagem linfática, mas não sabe exatamente o que significa. Trata-se de uma massagem feita de maneira leve e com pressão moderada que ajuda a eliminar o excesso de líquidos e toxinas do organismo. A técnica estimula o sistema linfático e, como resultado da ativação dos gânglios e da circulação sanguínea, há a diminuição da retenção de líquidos, o combate à celulite, ao inchaço, e à gordura localizada, e até o relaxamento corporal. O procedimento é indicado, inclusive, para pós-operatório de cirurgia plástica, gestantes e período pós-parto.


Imagem da Internet

Para as grávidas, segundo a fisioterapeuta Lorena Duran, atuante na área dermato-funcional e certificada internacionalmente em drenagem linfática pela Université Libre de Bruxelles, a indicação é de uma a duas sessões por semana. "Alguns efeitos já podem ser percebidos na primeira sessão, já que a massagem proporciona uma sensação muito boa de relaxamento e alívio de tensões, um momento super agradável para a mamãe e o bebê. A drenagem também traz diversos benefícios que vão sendo notados durante todo o período gestacional, com o alívio dos inchaços e da sensação de peso e cansaço, que sempre são relatados pelas gestantes e bem comuns na gravidez. Com a redução da retenção hídrica, ocorre a melhora da circulação, da oxigenação e nutrição dos tecidos, ou seja, ocorre uma melhora significativa do bem-estar geral", explica a profissional, que atende na Bios Saúde há nove anos. 

Lorena enfatiza também que os efeitos do tratamento podem ser sentidos numa fase posterior, já que a drenagem estimula a lactação e ajuda no preparo das mamas para a amamentação. "Além disso, por ajudar na prevenção e tratamento de celulite, varizes e estrias, a drenagem permite ainda que a mamãe possa voltar a sua boa forma com muito mais facilidade no pós-parto, um momento muito especial para a mulher", pontua. 

Antes de iniciar as sessões, é fundamental que a gestante seja liberada pelo obstetra, conforme uma avaliação do seu quadro clínico. O início do tratamento é recomendado após o terceiro mês de gestação e há contraindicações nos seguintes casos: hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes não controladas; insuficiência renal; trombose venosa profunda, flebites e tromboflebites; processos inflamatórios ou infecciosos agudos; lesões de pele que impossibilitem a manipulação; edemas sistêmicos causados por insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas não controladas; câncer; tuberculose; hipertireoidismo; e estados febris. 

Vale ressaltar que os resultados da drenagem são mais facilmente visíveis quando a paciente associa o tratamento a hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática regular de exercício físico. 


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