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A importância do livre brincar e das brincadeiras simples

Recentemente (como presente do Dia das Mães) ganhei um turno de brincadeiras na Malubambu para curtir com minha filha. Em família (o papai estava de férias e também foi), tivemos um tempo livre muito gostoso. Achei maravilhosa a proposta da casa. Não se trata de escola ou creche, mas de um espaço construído para as crianças brincarem livremente (com supervisão, mas sem imposição), explorando o lugar, fazendo as próprias descobertas, espontaneamente, tendo novas experiências, inclusive sensoriais. Nossa pequena (1 ano e 5 meses) brincou num pneu que virou um carrinho para ser puxado, riscou com giz uma lousa enorme e o chão, correu atrás de um coelhinho, fez massinha de modelar com farinha de trigo, brincou num tanque de areia, interagiu com outras pessoas... Foi maravilhoso ver a princesa se divertindo com coisas simples, num quintal, vivendo momentos descontraídos e lúdicos, sem uma programação. Senti ali o gosto da plena infância. E por que estou falando disso?


Eu e minha pequena na varanda de casa. Foto: Daniel Vaz

Lamento que muita gente ainda não entenda a importância disso para uma criança, especialmente na primeira infância. Hoje é comum os pequenos serem entretidos com brinquedos eletrônicos e com diversas atividades programadas, além das escolares, e bem cedo! Esse brincar livre e espontâneo está sendo deixado de lado, o que é muito triste. Criança e criatividade combinam perfeitamente! 

Eu, por exemplo, vou esperar um pouco para colocar meus filhotes na escola. Antes, quero participar ativamente dos primeiros anos de vida deles, e proporcionar momentos "sem obrigações", porque disso já será feita a vida de qualquer um, e não demora muito a acontecer. Gosto de levar minha pequena para andar à vontade no playground, para brincar em piscina de bolinha, para aproveitar o sol na praia, na piscina, dou desenhos para ela pintar com giz de cera, levo para passear em eventos infantis que envolvem teatro, música, exposição de brinquedos, só para citar alguns programas. Em casa, faço a varanda de brinquedoteca, faço bolinha de sabão para ela estourar (ela ama!), encho bacia com água para ela brincar sem roupa... Enfim, valorizo essas atividades "analógicas". 

O tempo livre para brincar é também um momento importante de aprendizagem. Frugalidade e ambientes lúdicos contribuem com o desenvolvimento cognitivo, social, físico e motor dos pequenos. Bom pensar nisso antes de matricular nossos filhos em 300 cursos e achar que devemos prepará-los para serem os melhores e mais instruídos desde agora. A infância é a menor fase da vida de uma pessoa. É uma fase que merece ser respeitada.  

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