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Essa mãe de dois (bebês) - parte 2

Seis meses se passaram. Fala sério! Meu garotinho tá crescendo muito rápido!!! Nesse tempo, muitas coisas mudaram em minha rotina de mãe de dois pequenos e de esposa e mulher. A ideia deste post é animar outras mães em situação parecida, que estão grávidas do segundo ou que já estão com o segundo filhote nos braços. Vale lembrar que a diferença entre os meus é de um ano e sete meses. Vamos lá? 

Foto do meu ensaio de gravidez by Daniel Vaz

1. Após seis meses de amamentação exclusiva, desmamei o meu pequeno. Pensei que fosse ser sofrido, mas foi bem tranquilo. Penso que há muitas formas de demonstrar amor e criar vínculo com nossos filhos. Mães que não conseguem ou não conseguiram amamentar não amam seus filhos? Não têm uma relação saudável com eles? Bobagem...

Sempre tive o sonho de amamentar por seis meses exclusivamente e consegui!!! Estou feliz! Com minha filha não deu certo. Não por falta de esforço, mas, basicamente, por falta de orientação. Já até contei essa história aqui no blog algumas vezes. Bem, o fato é que não dá pra julgar a mãe que toma a decisão que eu tomei. Meu bebê quase não dormia durante o dia e à noite acordava de quatro a seis vezes! Eu ficava um caco! No dia seguinte, tinha ele e a minha filha pra dar conta. Uma pessoa me ajuda aqui em casa três vezes por semana, mas não delego nada das crianças para ela (alimentação, banho, brincadeiras etc) e minha filha (dois anos) está numa fase de querer atenção o tempo todo. Já pensou o que é essa maratona para uma mãe de dois que não dorme? 

Acho muita pressão essa história de a mãe TER que amamentar por dois anos. Cada uma sabe onde seu calo aperta! Chega de julgamentos. Se a mãe está esgotada, que tipo de cuidadora será para seus filhos? Uma pessoa nervosa? Sem pique para nada? Não estou incentivando o "desmame precoce", tá? Só estou falando da minha experiência e da falta de tolerância de quem está de fora da situação. Não fui oprimida por causa da minha decisão, mas quero dizer: a mulher precisa empoderar-se, decidir, sem culpa, se quer e/ou pode amamentar por meses ou por anos. Mais respeito às circunstâncias de cada mãe: corpo, rotina, história e sentimento. #prontofalei

2. Após o desmame, meu filho passou a dormir quase a noite toda (tem acordado, no máximo, duas vezes, e volta ao soninho rapidamente) e durante o dia também tem tirado vários cochilos longos. Assim consigo brincar mais com minha filha e ter umas pausas para mim também! Nós todos merecemos!!! Mais descanso e tranquilidade!

3. Nesse período pós-amamentação, confesso, me senti gente de novo. Ingrid, aquela que tem alguns prazeres na vida. Todo mundo PRECISA fazer coisas para seu bem-estar físico, emocional e psicológico! Assim, depois da fase de amamentar, me liberei e tive alguns momentos de felicidade, coisas simples: tomei um copinho de licor de chocolate; logo fui passear com uma roupa que não tem a ver com amamentação; comi um hambúrguer e uma batata frita (estava evitando para não fazer mal ao meu bebê); voltei a ter pique para a prática de atividade física; pude sair sozinha, mesmo que rapidinho, para espairecer; e já estou pensando em refazer as mechas nos meus cabelos. Coisas normais, corriqueiras, que qualquer pessoa sente vontade de fazer! É!!! Mãe também é gente! 

4. A minha filha ainda está sentindo ciúmes do irmãozinho, mas os dois já estão interagindo bem e é muito fofo ver isso!!! Consigo ver que ela entende que ele é pequenininho e sinto que ela tem carinho por ele, apesar de rolarem uns desentendimentos algumas vezes. Sei, por exemplo, que ela tem muita dificuldade para compartilhar brinquedos com ele. Estou tratando isso. Deixo ela reclamar e digo a ela que ele também pode brincar. Ela acaba deixando a birra de lado e vai brincar com outra coisa, desiste de tomar os brinquedos da mão dele.

5. Relaxei mais. Parei de sentir tanta culpa. Por que mãe sente culpa, minha gente? Culpa por um monte de coisas que não fazem sentido! Se eu me permitir sentir tanta culpa, não vou aproveitar a maternidade, vou viver de remorsos. Como vou dar colo para um sentindo culpa por não estar carregando o outro? Por que sentir culpa por ter comprado uma roupa para um e não ter comprado para o outro? Não dá! Definitivamente! Morreria de culpa, um pouco a cada dia. Passaria esse sentimento para as crianças! A vida vai passando e novas circunstâncias surgem. Toda mãe precisa aceitar que é um ser humano, que não tem o poder de se multiplicar e que erra, mesmo tentando acertar. 

6. Com seis meses, meu bebê tá mais espertinho, tem mais autonomia (risos), quase ficando sentado sozinho, já brinca só no cercadinho, se interessa bem mais por brinquedinhos, e isso dá uma descansada na gente, né? 

7. Experimento o exercício diário de deixar de lado o perfeccionismo. Para mim, algo muito difícil, mas sinto que para me doar, preciso estar bem, inteira e mais leve. Hoje procuro fazer o melhor dentro das minhas reais possibilidades. Quando a gente se entrega ao que é mais importante, tudo vai fluindo melhor.   

É isso! Estou mais animada. Os trabalhos aumentam, mas tudo vai se ajeitando. Ainda bem que Deus nos dá a capacidade de adaptação. Ela acontece mais rápido do que a gente possa imaginar! 

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