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O profundo, complexo e transformador sentimento materno

Quero falar um pouco sobre o que mudou em mim (e muda em muitas mulheres) após a maternidade. É um relato, um compartilhar, e até uma "conversa" entre mães. As fotos deste post foram feitas pela fotógrafa Michele Brito, que acompanhou a rotina da minha família durante todo um domingo. Trabalho bonito e sensível, acho que combina bem com tudo o que venho dizer. 


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Ser mãe: por que é tão profundo?

Ser mãe não é entrar num mundo perfeito, como aquele das propagandas de fraldas descartáveis e shampoo infantil. Ser mãe dói e cura, porque nos enche de um amor que até então não sabíamos da existência. Ser mãe nos faz chorar, mas também nos faz sorrir diariamente, a cada pequeno desafio vencido, a cada pequena vitória dos nossos filhos. 

Ser mãe é aprender a lidar com a imprevisibilidade e viver o paradoxo de ter medo e ter coragem. Ser mãe é dar muito de nós mesmas por quem ainda nem sabe o que isso significa. Ser mãe nos transforma, nos reinventa, nos faz abrir mão de tantas coisas que agora já não fazem mais sentido ou não têm qualquer importância. 

Ser mãe nos faz cuidar infinitamente melhor de alguém do que de nós mesmas e nos faz ser mais dependentes de Deus: vamos pedir que Ele proteja, guarde, cuide dos nossos filhos, que faça por eles o que somos incapazes de fazer. 

Ser mãe é renunciar e nos faz sentir saudade de algumas coisas que não serão mais possíveis, mas nos faz pensar que impossível mesmo é imaginar a nossa vida sem nossos filhos. Ser mãe é ser amor. Sem medidas, para sempre, por inteiro. 


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Não é fácil, mas é pra agradecer 

Gosto de ser mãe. Gosto, mas admito que nem sempre transbordo de alegria. Também tenho meus dias de culpa, de estresse, cansaço extremo, tenho meus dias de conflitos internos. Às vezes bate aquele desejo de sumir, mas ele vai logo embora quando recebo um carinho da minha princesa, tão pequena e tão sensível, ou quando meu bebê vem andando em minha direção para que eu o leve nos braços. Sei que compartilho aqui do sentimento de muitas mães, talvez da maioria. A gente vive nesse "equilibrar" sem fim. 

Deus deu às mulheres a missão especial de cuidar, vigiar, proteger, guiar, entender. A gente sente os nossos filhos. Vive muitas coisas por eles, para eles. Aprendendo com eles a cada dia mais um pouquinho sobre ser mãe. 

Os anos passam rápido (e os dias devagar...) e sei que ainda vou chorar, porque eles não vão mais caber no meu colo. Aliás, já chorei pensando nisso. Lição, inclusive, que a gente aprende rápido: a de chorar com facilidade. Bem, enquanto esse tempo de não caber no colo não vem, sento no chão para brincar junto, danço e pulo com eles, levo pra passear, cheiro, beijo, mordo...   

A gente tem que ser grata pela maternidade, mesmo que venham as lágrimas, os dias mais difíceis, os maiores medos, as tentativas frustradas, os erros nossos e deles, os julgamentos alheios... Amor de mãe é amor completo, por isso dentro dele cabe a delícia e cabe a dor. O sorriso de inundar a alma, e a angústia de rasgar o peito. 


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O privilégio de ser mãe 


É sempre assim. Eu me emociono. Amo admirar meus filhos enquanto dormem. Depois de um dia cheio, Deus descansa meus olhos sobre as minhas crianças. São como anjos que Ele me concedeu para que eu possa cuidar. São dois presentes, duas bênçãos, dois amores, duas vidas em meus braços, para que eu dê o melhor de mim. Olho para eles dormindo e sinto o privilégio de ser mãe, de poder viver um amor tão profundo, tão verdadeiro, tão maravilhoso. Enquanto eles estão dormindo, olho para cada parte do rostinho, sorrio sozinha, cheiro a bochecha e os cabelos, beijo a testinha, transbordo de felicidade, porque me sinto plena. 

Ao final do dia estou exausta. Usaria até um adjetivo mais enfático se lembrasse de algum nesse momento. Mas também ao final do dia, olhando para os dois, assim, entregues ao soninho bom, não consigo explicar quantos pensamentos de amor ganham o meu coração... Enquanto meus anjinhos dormem, eu sonho o sonho lindo de tê-los ao meu lado. São o meu lar. 


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Mudança de pensamento

Estou vivendo uma fase muito intensa. Estou cheia de sonhos e metas. Muitas coisas acontecendo simultaneamente. Casa, marido, crianças, estudo, trabalho (home office), blog, programas em família, vida social, igreja, atenção à minha autoestima... A rotina é extremamente puxada e bem produtiva. Estou cansada... Sim, estou. Mas também sinto que estou trilhando um caminho especialmente bom agora, com mais foco e, ao mesmo tempo, conduzido por uma nova maneira de pensar. E essa mudança é fruto da maternidade. Almejo para minha família uma vida mais leve, em que se tenha o que é necessário, em que se faça menos para viver mais.    

Hoje quero mais momentos em família, quero ter menos coisas e mais experiências. Me sinto mais madura, mais mulher, mais prática, menos dramática, mais voltada para o que realmente interessa. Prefiro, por exemplo, que minha casa tenha mais espaço para as crianças. A sala está com cara de brinquedoteca! Adoro decoração, mas entendo que preciso ter menos móveis, menos objetos e efeites. Essa reorganização do pensamento, por incrível que pareça, transforma muitas coisas na gente! O pensamento de simplicidade se reflete na vida por inteiro! A gente se sente mais feliz, e mais feliz com menos, e com o que dá sentido real a tudo. 

Tenho me libertado também de muitos paradigmas. Claro que gosto de me arrumar, mas às vezes troco, sem pestanejar, salto por tênis; e unhas feitas com esmalte vermelho por unhas curtas com cantos arrendondados. Estar bonita é também estar confortável, livre para se movimentar, pronta para a tarefa do momento. Não me importo com reprovação.

Aliás, menos situações me abalam, sou mais forte hoje, mais segura. Filhos fazem isso com a gente. Nos preparam, nos salvam de nós mesmas, nos tiram do nosso mundinho quadrado. Penso muito mais em bem-estar, em vida tranquila, em frugalidade. Desapego (só ter o que gosto e uso), amor e tempo de qualidade. Isso sim ganhou muito mais valor para mim. Vida e verdade. Vida de verdade. Para mim, para quem eu amo.  


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