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Mostrando postagens de 2020

O Começo da Vida 2 - Lá fora

Se você assistiu e gostou do documentário "O começo da vida", provavelmente irá gostar do  documentário "O começo da vida 2 - lá fora".  O título disponível no Netflix não é exatamente uma continuação do primeiro, mas traz uma abordagem muito interessante sobre a importância do contato das crianças com a natureza. Destaquei aqui alguns argumentos importantes levantados pelo filme: ➡️ Na sociedade moderna, as pessoas não se reconhecem como parte da natureza.  ➡️ As construções, a poluição e a violência dos grandes centros urbanos têm impedido as crianças de experimentar uma infância saudável como a de outras gerações.  ➡️ Sem se compreenderem como parte da natureza, as pessoas não vão amá-la por completo e profundamente. Sem esse entendimento, podem defender a sua preservação, mas como um "objeto" à parte. ➡️ Os seres humanos estão cada vez mais deprimidos e doentes. Muito disso tem a ver com o fato de não se conectarem com a natureza. E fomos criados para

Para sermos mães melhores, precisamos ser pessoas melhores

Para sermos mães melhores, precisamos ser pessoas melhores. Hoje tenho consciência disso como nunca tive. Olho para mim, com honestidade, e percebo o quanto (de verdade) preciso me lapidar. São aspectos ligados à construção do meu padrão de comportamento, à minha história de vida, e o que aceito experimentar como rotina diária. Você já pensou nisso? Já mergulhou fundo em você? Já se questionou? Não adianta desejar ser uma ótima mãe, dispor de vários recursos e técnicas, e não se trabalhar. Todos temos debilidades, fragilidades e emoções que merecem atenção. Quanto mais estudo sobre parentalidade, mais encontro questões difíceis em mim. Se permanecemos em um estado de ignorância, digo, sem dirigir um olhar cuidadoso para quem somos ou sem entender como agimos, levamos a vida na superficialidade do “meter a mão na massa”. Assim, muita coisa passa despercebida e acabamos por repetir com os nossos filhos atitudes que nos machucaram em nossa infância, e isso ocorre inconscientemente. Al

Meu livro infantil sobre novas experiências na infância

Lançar livros é como ter filhos. Eles são "filhos de papel". A gente pensa em tê-los, vive a gestação com grande expectativa, cria amor por eles e quando eles nascem o nosso coração explode de alegria e a gente sente muito orgulho deles, quer mostrá-los para todo mundo! E como também acontece com os nossos filhos, amamos cada um do jeitinho que é, mas com a mesma intensidade.  Hoje estou imensamente feliz por anunciar o lançamento do meu terceiro livro infantil publicado por editoras. Agora é a vez do "A estreia dos pequeninos - histórias sobre começar, errar, acertar e tentar de novo" espalhar a sua mensagem por aí, falando aos corações dos pequeninos com muito amor, respeito, verdade e leveza!  Prefácio A vida é feita de experiências diárias muito diferentes e nem sempre estamos preparados para todas elas, para os novos desafios, sejam eles pequenos ou grandes. As crianças são muito sensíveis às novidades e às mudanças e, como os adultos, criam expectativas, sente

Um texto acolhedor para mamães autônomas / empreendedoras

Quando a gente se torna mãe, novas necessidades surgem para que seja possível manter a engrenagem da nossa vida funcionando. Também surgem novos e avassaladores sentimentos, além de uma nova maneira de ver as circunstâncias e os conceitos sociais e culturais. A gente se perde, se encontra, se reinventa.  Nesse mundo que se abre para nós, digo, a maternidade, optamos por empreender ou mesmo pelo trabalho autônomo e, infelizmente, somos julgadas e mal interpretadas por causa da nossa (difícil) decisão. Uma mulher que decide continuar trabalhando, mas perto das crias, ouve palavras como: ➡️Você vai acabar com sua carreira por causa do seu filho? Ele vai crescer e cuidar da vida dele! ➡️ Que beleza, hein? Trabalhando em casa! Ser desocupada deve ser legal! Dá tempo de descansar um bocado e de bater perna no shopping...  ➡️ Por que você decidiu não trabalhar mais? ➡️ Cuidado para não se arrepender! ➡️ Deve ser bem divertido trabalhar com redes sociais. O ruim é que você não faz mais nada, n

Casamento saudável após os filhos

A gente sabe que após os filhos a vida muda completamente. Nessa etapa, a maioria dos casais encontra dificuldades para experimentar bons momentos a dois. Além disso, homem e mulher, não raro, tornam-se, basicamente, "sócios" nos cuidados com os filhos e na administração da casa.  Para manter o casamento saudável, é necessário que o casal adote alguns hábitos: 1. Sair sem as crianças, às vezes, para jantar, tomar um vinho, ir ao teatro. 2. Dividir as tarefas domésticas, para que uma das partes não fique sobrecarregada e perca o ânimo de se envolver em outras atividades. 3. Manter a vida sexual ativa, reservando momentos com menor possibilidade de "interrupção" ou escolhendo momentos não previsíveis da rotina, para "movimentar" o relacionamento. Tudo depende do perfil do casal. 4. Deixar os filhos com os avós para uma viagem a dois. 5. Escolher um dia da semana para ser o dia especial do casal. Pode rolar uma sessão de cinema em casa, um jantar diferente. 6

Livros infantis e habilidades socioemocionais

Habilidades socioemocionais são competências que podemos desenvolver para: 1.Lidar com emoções. 2.Gerir metas. 3.Nos relacionarmos com os outros. São habilidades socioemocionais: Autoconhecimento Empatia Espírito colaborativo Resiliência As habilidades socioemocionais determinam o comportamento de uma pessoa. Quando bem desenvolvidas, essas habilidades podem judá-la a enfrentar melhor situações mais complexas, momentos de crise, mudanças e estresse. As habilidades socioemocionais trazem benefícios pessoais e profissionais para a pessoa que as desenvolve, e para todos ao seu redor, nos ambientes por ela frequentados.   O homem é um ser social por essência. Portanto, o estímulo (orientado) ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais pode começar na infância.  Como estimular nas crianças o desenvolvimento das habilidades sociemocionais? 1.Diálogo - Ensinamentos com linguagem apropriada à idade da criança, exemplos de circunstâncias do dia a dia etc. 2.Exemplo - Crianças aprendem mu

Conteúdos infantis: nem tudo que é "lícito" convém aos nossos filhos

Confesso: já imaginei esses brinquedos do filme Toy Story ganhando vida e explorando a casa enquanto dormimos! Sério!!! Hahaha Maluquice à parte, quero falar de um assunto importante aqui. O nosso imaginário pode realmente influenciar nosso comportamento. Precisamos prestar atenção nos conteúdos que consumimos. Eu, por exemplo, adoro a série de desenhos que inspirou a foto deste post, mas acho algumas cenas inapropriadas para crianças menores, cenas com bonecos meio macabros. Nessas partes, eu ajo "adiantando a fita" e percebo que meus filhos preferem assim. Por que estou falando disso?  Notei, há cerca de um mês, que os fraldinhas estavam com o sono mais agitado, tendo muitos pesadelos e se "batendo" na cama mais que o normal. Parei para analisar a situação e pensei imediatamente na questão do inconsciente deles. Foi então que resolvi deixá-los em abstinência de desenhos de super-heróis por um tempo. What??? Sabe aquela história de que nem sempre as coisas lícitas

O mito da incapacidade paterna

Grande parte das mães reclama da carga de cuidar sozinha do filho e, contraditoriamente, não deixa que o pai da criança exerça a paternidade, em sua plenitude. A dificuldade de delegar tarefas e a sensação equivocada de controle das situações, além da culpa, fazem a mulher tomar para si toda a responsabilidade pela criação do filho. No final das contas, ela está exausta e sem tempo para o autocuidado.  O mais interessante dessa história é que, muitas vezes, o pai surpreende ao assumir o papel de cuidador do filho. Obviamente, ele vai desempenhar as tarefas relativas aos cuidados com a criança de maneira diferente, não apenas por ser homem, mas por ser, simplesmente, outra pessoa. Mesmo que algumas (ou muitas) das 458 orientações da mãe sejam esquecidas por ele ao longo do dia, no geral, tudo vai dar certo! Se você age dessa maneira, centralizando em você todos os cuidados com o seu filho, leia esse post. Se não é o seu caso, indique esse conteúdo para alguém que precisa ler sobre o ass

Por que ler para uma criança?

Você costuma ler para seu filho? Esse hábito é muito mais do que encontrar uma atividade ou uma diversão que o entretenha. Sabe o que esse momento gera? Fortalece a conexão da criança com quem lê para ela; Cria memórias afetivas; Desenvolve a atenção, a concentração, o vocabulário, a memória e o raciocínio; Estimula a curiosidade, a imaginação, e a criatividade; Ajuda a criança a perceber e a lidar com sentimentos e emoções; Auxilia no desenvolvimento da empatia; Minimiza problemas comportamentais, como agressividade; Contribui para o desenvolvimento da linguagem oral. Se você não tem o hábito de ler para a sua criança, que tal começar a mudar essa história a partir de hoje? Leia também: Jornalista baiana lança livro infantil 'Tem um irmãozinho na minha casa' Jornalista lança livro infantil internacional sobre desapego e consumo consciente Jornalista lança e-book infantil gratuito sobre fé e esperança em tempos de pandemia

Práticas de uma família feliz

A gente sempre ouve dizer que a "família é a base de tudo". E é mesmo! É o nosso lugar de aprender princípios e valores, de criar raízes para ganhar asas! Vamos viver com mais amor e acolhimento em nossa casa? Preste atenção nessas dez práticas!  1. Desligar o celular / tablet para conversar 2. Fazer refeições juntos 3. Doçura nas falas 4. Seguir uma rotina (sono, alimentação, atividades etc.), inclusive na divisão das tarefas domésticas  5. Jogar, brincar, assistir a filmes, ler, e orar juntos 6. Todos expressam ideias, dificuldades e sentimentos 7. Todos respeitam-se (empatia), independente da idade  8. Falar sempre a verdade, inclusive para estabelecer os "nãos"  9. Otimismo para lidar com problemas 10. Celebrar grandes e pequenas conquistas / vitórias 💕 Que tal rever o relacionamento familiar em sua casa, avaliar a adoção de práticas como essas? ⏩ Gostou desse conteúdo? Compartilhe com outras mamães!!!     Leia também: “Os terríveis dois anos” Com qual conteúdo

“Os terríveis dois anos”

  Na primeira vez em que ouvir falar em “Terrible Two”, sinceramente, achei que fosse “mimimi”, mas a “adolescência do bebê” existe. Os “terríveis dois anos”, conforme a expressão em inglês, é a fase em que a criança passa a se opor às solicitações e regras estabelecidas pelos pais. Entre 1 ano e meio e 3 anos de idade, normalmente, ela apresenta um comportamento diferente, com birras diante de situações contraditórias ao que ela deseja. Ela também pode começar a bater, a atirar o que tiver nas mãos, e a dizer não para tudo.  Esse comportamento faz parte do desenvolvimento natural da criança. Trata-se do período em que ela passa a se perceber como indivíduo, com vontades e opiniões próprias. A partir de então, ela quer ter mais autonomia, fazer as próprias escolhas e tomar decisões, independentemente das determinações dos pais, o que gera grande estresse na família. Algumas crianças demonstram esse comportamento “desafiador” com mais intensidade do que outras. Com a minha filha, po

Os cuidados com o uso da água sanitária

  Com a pandemia, o uso de água sanitária ou lixívia (como é chamada em Portugal) tornou-se mais intenso em nossas casas. O problema é que o produto contém hipoclorito de sódio que, mesmo em baixa concentração, libera o gás cloro ao ser exposto. Esse gás provoca irritação nas vias aéreas, vai diretamente para a corrente sanguínea, causa tosse, danos aos olhos, dores de cabeça, e é capaz de provocar/piorar problemas respiratórios. A sua inalação em locais fechados e pouco ventilados pode levar à intoxicação. O produto pode ainda causar dermatites e queimaduras severas à pele, além de ser extremamente nocivo se ingerido. Claro que estamos todos preocupados com a contaminação pelo novo Coronavírus, e os hábitos de higiene são fundamentais para diminuir a sua disseminação, mas é preciso estar atento. Um levantamento da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com base em dados dos CEATox (Centros de Informação e Assistência Toxicológica), mostrou que os casos de intoxicação por

Você sabe encerrar ciclos, mamãe?

A vida é feita de ciclos. É preciso aprender a encerrá-los para que novos ciclos ganhem espaço e nos enriqueçam, promovendo mudanças importantes em nosso maternar, em nossas rotina e existência. Venha comigo e reflita sobre o assunto. Leia também: Sua criança interior ferida está no controle da sua vida? Dez estratégias para criar filhos de maneira empática

A maioria dos pais não sabe o que filhos assistem na televisão

A televisão tem sido uma forte aliada das famílias durante a pandemia. Ela consegue manter as crianças entretidas para que os pais tentem dar conta de todas as tarefas extras que o isolamento social trouxe. A questão é: o que as crianças têm assistido? Por quanto tempo? Essa está sendo a sua única diversão/atividade?   A maioria dos pais não sabe o que filhos assistem na televisão Uma pesquisa realizada com mil casais, sob a coordenação da The Communication Trust, organização ligada ao Ministério da Educação da Grã-Bretanha, aponta que 54% dos pais admitem que os filhos assistem a programas para adultos na televisão, incluindo novelas e filmes com cenas de violência, drogas, assassinatos e abuso sexual. Segundo o estudo, 66% deles desconhecem o conteúdo que os filhos assistem. Além disso, 25% das mães reconhecem que o aparelho é utilizado como “babá”. A partir dos resultados, uma cartilha foi desenvolvida para dar conselhos aos pais sobre entretenimento para crianças menores de 5 anos.

Trinta (30) dicas para aumentar a autoestima da mamãe!

Fico chocada com a quantidade de gente que está ficando com as feições e também as características físicas gerais cada vez mais parecidas. Recursos estéticos têm produzido "modelos em série". O enquadramento nos padrões de beleza é uma cobrança ainda maior entre as mulheres/mães. Por isso, resolvi trazer hoje um post sobre autoestima, que vai muito além da parte estética. Listei aqui trinta (30) dicas para reflexão e mudança de atitude/vida.   Leia também: Sua criança interior ferida está no controle da sua vida? Terapia do Ser Mãe Psicóloga fala sobre Síndrome do Ninho Vazio Mais conteúdos no Instagram: @blog.essamae @ingriddragone

Com qual conteúdo você preenche o seu filho?

Seu filho é como um frasquinho vazio, pronto para receber um conteúdo. Ele é resultado das palavras que ouve, das atitudes que presencia, das imagens que vê, dos exemplos em casa, dos sentimentos que absorve. Tudo o que é oferecido para uma criança tem grande influência em sua vida adulta. O que pode ser feito hoje, por VOCÊ, para que a sua criança seja uma pessoa mais feliz e segura lá na frente? Com quais conteúdos você tem preenchido o frasquinho do seu filho? Amor incondicional, compreensão, empatia, respeito e acolhimento? Ou você tem depositado chantagens, críticas, agressões, impaciência e raiva nesse frasquinho? Nossos filhos precisam ser criados com mais leveza. Isso só acontece se nós também estivermos mais leves, se a nossa vida for levada de maneira mais leve. Com o que temos perdido o nosso tempo? Por que corremos tanto? Por que gastamos tanto a nossa energia com “entretenimento” e listas intermináveis de afazeres? Por que não nos conectamos mais com os nossos filh

Autismo infantil: sinais, diagnóstico e tratamento

O autismo ou   Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição de saúde  caracterizada por  bloqueios na maneira de expressar ideias e sentimentos, e ainda por comportamentos incomuns, como dificuldade de interagir, agitação, agressividade,  interesse restrito e movimentos repetitivos.  Os sintomas e níveis de comprometimento são variados. Há autistas com doenças e condições associadas (comorbidades); há outros independentes, com vida comum; e aqueles que não sabem que são autistas (nunca receberam o diagnóstico).  Uma pesquisa publicada pelo JAMA Psychiatry, em 2019, confirmou que entre 97% e 99% dos casos de autismo têm causa genética, sendo 81% de origem hereditária. Realizado com 2 milhões de indivíduos, de 5 países diferentes, o estudo científico sugere ainda que de 18% a 20% dos casos têm causa genética somática (não hereditária). O restante, aproximadamente de 1% a 3%, deve ter causas ambientais, pela exposição de agentes intrauterinos, a exemplo de drogas, infecções, tra